Encerramento da etapa 2009

Passeio pelo Rio Capibaribe

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Passeio de Catamarã pelo Capibaribe

Nos dias 12/05 e 15/05, nossos alunos tiveram a oportunidade de ver de perto o Rio Capibaribe, seus manguezais, o percurso do rio pelo Recife, atravessaram pontes históricas...
Passeio de Catamarã

Reportagens do Globo Rural

Clique no link abaixo e acesse a página do Globo Rural repleta de reportagens sobre o nosso Rio Capibaribe. Aproveite para pesquisar e descobrir novas informações.
http://busca1.zoom.globo.com/glbdirceSearch/engine?q=rio+capibaribe&s=&oq=&origem=TVgloborural&site=globoruraltv.globo.com&tquery=zoom&query=rio+capibaribe

Apresentação do projeto aos alunos

No último dia 11 de maio, no auditório do nosso colégio, a equipe de educadores apresentou aos alunos de 5ª e 6ª série uma apresentação multimídea sobre o projeto.
Em defesa dos rios brasileiros

Cerca de 8% de toda água doce superficial no mundo corre sobre o território nacional, o que nos faz um país marcado por grande quantidade de rios. Nossa história está muito vinculada a eles e boa parte da ocupação do interior se deu através da navegação fluvial e dos assentamentos ribeirinhos.


A hidrografia brasileira era fundamental para os indígenas que habitavam Pindorama (como eles chamavam o Brasil), tanto que muitos dos rios conservam a denominação dada pelos nativos da América, que buscavam descrever as características naturais. Os nomes cristãos que substituíram algumas destas denominações originais estão vinculados a algum fato histórico ou alguma devoção dos primeiros colonizadores.
Ocupação do território

Se a descoberta do Brasil começou com a observação de um monte e a descida numa praia, a independência do país foi proclamada às margens de um rio. Muitos ciclos econômicos do país se valeram da hidrografia como fonte de água ou meio de transporte da produção. Parcela considerável das identidades regionais esta vinculada a um rio; seus mitos, lendas e acontecimentos históricos marcam as culturas locais.
As grandes obras de infraestruturas como barragens, projetos de irrigação e navegação alteram os rios, modificando as características naturais e deslocando contingentes de população. Estes fatos são conseqüências da ocupação do território. O uso dos rios traz muitos benefícios às populações, porém está cada vez mais evidente que há muitas ocorrências negativas que se refletem na quantidade e na qualidade das águas.
Os rios são o destino de muitos dejetos humanos. Os esgotos, o lixo e os resíduos da indústria, os venenos e sedimentos das lavouras são trazidos pelas águas até eles muitas vezes sem um tratamento depurativo. É neste ponto que se situa boa parte dos problemas, pois muitos estão ameaçados por dejetos, especialmente se correm em zonas com grande concentração industrial e urbana. Mas também nas zonas rurais há problemas como o desmatamento, a destruição de nascentes, a erosão, os resíduos da mineração e o uso de pesticidas.

Pela salvação dos rios

É fundamental que a população se mobilize para cuidar dos rios, seja protegendo os trechos mais saudáveis, seja recuperando as regiões que estão degradadas. A melhor forma de se fazer isto é através de ações integradas entre poder publico, população e agentes econômicos que usam os rios para algum fim produtivo.
A legislação brasileira prevê que este trabalho seja coordenado por comitês de bacia, apoiados por agencias das águas. Os comitês são colegiados paritário nos quais poder público, organizações da comunidade e dos agentes econômicos (os dois últimos grupos eleitos) definem os usos desejados dos rios e o nível de qualidade de suas águas. A partir daí traçam planos de bacia que estabelecem obras e opções voltadas à proteção e à recuperação dos rios, no interesse de todos. Estes planos serão executados pelas agências com verbas oriundas da cobrança do uso das águas por agentes econômicos.
Em alguns lugares do país este trabalho já começou; noutros, ainda é uma novidade completa. Mas para que eles avancem é preciso que os vínculos da população com os rios sejam fortalecidos e cultivados, o que é um grande trabalho de educação. Todos podem se envolver, procurando conhecer o rio que está próximo da região onde vive. Cuidar deles é uma forma de amar o país. É cuidar de nossos irmãos e irmãs humanos e não humanos desta e das futuras gerações. Com este propósito, o jornal Mundo Jovem debate, nesta série, as características e os desafios dos rios mais importantes do nosso país.

Questões para debate:
Existem lendas, mitos ou fatos históricos relacionados ao rio de sua região? Qual a origem ou significado do nome dele?
Quais os usos principais, os desafios e problemas que ele apresenta?
Existe alguma iniciativa em prol do cuidado e da valorização desse rio?

Bons motivos para cuidar dos rios
É neles que o povo busca água para uso próprio, para higiene e alimentação;
São fontes de água para criação de animais e plantações, e fontes de alimentos, através da pesca;
Indústrias necessitam de águas dos rios para operar e boa parte da energia vem de geradores movidos por elas, além de serem fontes de areia para as construções;
São o lar de centenas de criaturas aquáticas e ribeirinhas que marcam as paisagens brasileiras;
Os rios também são fonte de cultura e lazer para as pessoas.
Arno Kayser . Agrônomo, ecologista e escritor, autor de “A reconciliação com a floresta”, editado pelo Mundo Jovem.Endereço eletrônico: arnokayser@ig.com.br

Mundo Jovem, fevereiro de 2009

Manual de etiqueta sustentável